Quando nos colocamos diante de uma longa escadaria, daquelas que mal se consegue enxergar o final, a tentação inicial é a do desânimo. Dizemos em nosso íntimo: "Não vou conseguir". Entretanto, se superamos esta fraqueza inicial e iniciamos esta subida degrau após degrau, notamos que o cume da escadaria se aproxima mais depressa do que imaginávamos. Portanto, o segredo para chegar ao cume é justamente subir degrau após degrau, sem desespero, sem ansiedade, mais com perseverança e boa disposição. O caminho para a santidade também pode ser comparado a esta longa escadaria. Quando olhamos para os santos, com suas belas virtudes e feitos grandiosos e depois lançamos nosso olhar sobre nós mesmos, percebemos muitas vezes, grandes diferenças e uma longa caminhada. Mas não se pode desanimar. É preciso subir a escadaria degrau após degrau. Buscar a santidade corrigindo um defeito por vez, crescendo no amor a Deus e ao próximo um pouquinho a cada momento, sem desespero mas também sem estacionar. Desta forma, com toda a segurança, o céu se aproximará de nós bem mais rápido do que imagiríamos!
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Corresponder a graça
A graça divina é derramada continuamente sobre nós, suas criaturas, seus filhos. É verdade de fé que todos, eu disse TODOS, recebem as graças suficientes para alcançar a salvação. Importante sabermos ainda que só os santos conquistam a salvação. Portanto, reformulando a afirmativa anterior, é verdade de fé que todos recebem as graças suficientes para serem santos. Mas se todos recebem as graças celestiais suficientes para a santidade por que muitos se afastam tanto de Deus? Por que muitos caem nos mais terríveis e escabrosos pecados? Muitos cometem atrocidades? Porque muitos não correspondem a graça! Muitos permanecem blindados, ressequidos, estorricados pela falta da graça divina mesmo em meio à uma grande chuva das graças celestiais. É preciso corresponder às inspirações divinas; é preciso estar atento para não deixar a graça passar.
Vigiemos, portanto. Não sejamos uma figueira estéril. Deixar escapar a graça pode significar deixar escapar a santidade, deixar escapar o céu.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
O silêncio
Estamos no mundo do barulho. TV, micro system, celular, internet, trânsito, etc... Em meio a tanta distração, tantas oportunidades para permanecer na superfície da existência, a pergunta é: como permanecer neste mundo e fugir de tanto barulho? E a resposta deve ser: É necessário aprender a silenciar! Por mais movimentada que seja sua vida, por mais atividades que faça e agitação em esteja envolvido, é preciso separar um instante do dia para o silêncio, para a auto análise. Neste momento de silêncio é preciso reconhecer que nossa felicidade plena não pode estar no Facebook, no WhatsApp, no som pesado, no churrasco, nem mesmo numa bela promoção profissional. A perfeita felicidade só pode ser proporcionada por aquele que realmente pode satisfazer todas as nossas necessidades e preencher todos os espaços de nossa alma e do nosso coração. Mesmo vivendo no barulho não podemos deixar que o barulho viva em nós. Vamos parar e nos colocar um momento todos os dias na presença de Deus, de forma que Ele, preenchendo todos os espaços do nosso coração, blinde nosso ser do grande vazio do mundo exterior. Silencie!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Dar a vida
Em muitas ocasiões em que se celebram mártires da Igreja já me perguntei se seria capaz de morrer por Cristo, de ser também um mártir, se colocado em uma situação de negar a fé ou morrer. A resposta me parece estar na vida do grande São Policarpo. Este grande Padre Apostólico, feito bispo pelo próprio São João Evangelista, diante daqueles que o forçavam a negar a fé pronunciou estas palavras: “Há oitenta e seis anos sirvo a Cristo e nenhum mal tenho recebido dele. Como poderei rejeitar Àquele a quem prestei culto e reconheço como meu Salvador”. Portanto, penso que aí deve estar a resposta: só é capaz de dar vida, derramando o seu sangue por amor a Cristo, aquela pessoa que cotidianamente realiza gestos concretos de amor a Deus e aos irmãos; aquela pessoa que já está habituada a dar a vida dia após dia. Somente estes, colocados em uma situação extrema, serão capazes de morrer por amor a Cristo e alcançar a coroa da glória celestial.
São Pedro, rogai por nós!
A santidade é o caminho ordinário para o céu. Exatamente por isso, embora muitos santos tenham realizados obras absolutamente extraordinárias, não é necessário ser alguém místico ou realizar milagres em vida para alcançar a santidade em grau elevado. Prova desta afirmação está justamente em S. Pedro, primeiro Papa da Igreja. Um simples pescador de peixes, transformado por Nosso Senhor em grande pescador de almas. A santidade é necessária para chegar a gloria celestial. Mas é importante que ela é um dom de Deus. Nossa parte é corresponder à graça, ser dóceis à vontade de Deus e, ainda que frágeis e pecadores, permanecer firmes no amor.
A santidade é um grande dom a todos oferecidos. Que nossa resposta seja igual a de São Pedro: SIM!
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