domingo, 27 de abril de 2008

ANTES MORRER QUE PECAR!


São Domingos Sávio

Foi aluno de São João Bosco, e toda a sua vida foi composta por uma busca da santidade.
O amado e jovem São Domingos Sávio teve uma vida de muita sensibilidade, em pouco tempo percorreu um longo caminho de santidade, obra mestra do Espírito Santo e fruto da pedagogia de São João Bosco.
Nasceu em uma família pobre em bens materiais (ferreiro e costureira) porém rica de fé. Sua infância ficou marcada pela primeira comunhão (que era normal ser feita aos doze anos). Feita com fervor aos sete anos, e se distingue pelo cumprimento do dever em seu lema: “antes morrer que pecar”.
Aos doze anos de idade ocorreu um fato decisivo em sua vida: o encontro com São João Bosco, que o acolhe em Valdocco (Turin) Convidando-o para cursar os estudos secundários. Ao descobrir então os altos ideais de sua vida como filho de Deus, apoiando-se na amizade com Jesus e Maria, lança-se à aventura da santidade, entendida com entrega total a Deus, por amor. Reza, coloca empenho nos estudos, sendo o companheiro mais amável. Sensibilizado no ideal de São João Bosco; “dai-me almas”, deseja salvar a alma de todos e funda a companhia da Imaculada, da qual sairão os melhores colaboradores do fundador dos salesianos. Tomado por uma grave enfermidade aos 15 anos, regressa ao lar paterno de Mondonio (província de Asti), onde morre serenamente com a alegria de ir ao encontro do Senhor, exclamando aos seus pais: “adeus queridos pais, estou tendo uma visão linda! Que lindo!”
Pio XII o proclamou santo em 12 de junho de 1954.

Pesquisa de Jordane Gomes, crismanda da capela Nossa Senhora Aparecida em Anápolis/GO.

sábado, 19 de abril de 2008

MÁRTIR DA SANTA CONFISSÃO

São João Nepomuceno
São Nepomuceno nasceu na cidade de Nepomuk, em um dos vales da Boêmia, por volta do ano de 1345. Já no ano de 1370 tinha o cargo de notório na Cúria Metropolitana. Nove anos depois, foi ordenado sacerdote e nomeado pároco de São Gil. Não obstante os encargos dessa grave função, continuou seus estudos de direito eclesiástico na Universidade de Praga na qual obteve o bacharelato. Em 1382, o arcebispo o enviou a Pádua, onde se doutorou em direito canônico, em 1387. Voltando logo em seguida a Praga, foi nomeado cônego da igreja de São Gil, mas ali permaneceu só dois anos. Em Agosto de 1390, tornou-se cônego honorário da catedral de São Vito e vigário geral dessa já então ampla e importante arquidiocese.
A partir desse momento, a providência o transformou em homem público.Os sermões pregados por São João Nepomuceno produziram notável mudança nos costumes e assim ele foi chamado a desempenhar o cargo de confessor da rainha. Para isso concorreram sua já conhecida virtude e a segurança doutrinária por ele tantas vezes demonstrada no púlpito.


Se, no entanto, a piedosa rainha colocava-se docilmente sob a direção espiritual de tão virtuoso sacerdote, o mesmo não se passaria com o rei. Além de ser dado a violentos acessos de fúria, foi ele tomado por uma infundada desconfiança em relação à fidelidade de sua esposa. Como nada encontrava para comprovar essa dúvida, mas seu coração mesquinho continuasse apegado a essa fantasiosa idéia mandou trazer o confessor a sua presença e exigiu-lhe contar em detalhes o que no confessionário lhe confidenciava a rainha. Espantado pela infundada desconfiança e muito mais pelo súbito pedido, João Nepomuceno com firmeza o recusou, afirmando categoricamente o princípio da inviolabilidade do segredo da confissão, o mesmo até hoje mantido pela santa Igreja.


“O que é dito dentro das santas paredes do confessionário é o mais estrito dos segredos. As palavras pelo penitente declaradas ante o sacerdote, sendo a matéria para a absolvição da alma pecadora ali mesmo morrem. Disso tudo, somente Deus é testemunha, e o sacerdote que algo disso revelasse a um terceiro cometeria um dos mais abomináveis sacrilégios contra o qual se levantaria imediatamente terrível excomunhão”.


A nada disso, porém, deu ouvidos o ímpio rei. Cego de furor, mandou brutalmente torturar o fiel confessor. Suportando sofrimentos terríveis João Nepomuceno manteve-se irredutível e isso só aumentou a fúria do cruel soberano.Por fim, vendo que nada conseguiria tirar de um homem tão firme e compenetrado de sua fé, mandou os esbirros amarrarem-no e atirarem-no de uma das pontes de Praga. Assim, o intrépido sacerdote entregou sua alma a Deus, perecendo afogado nas águas do rio Moldava. Era a noite de 20 de Março de 1393.


Após se encontrado o corpo de João Nepomuceno foi sepultado na própria catedral, onde logo passou a receber do povo as honras devidas a um mártir. Assim tinha início um forte e saudável movimento de veneração ao sacerdote que morrera em defesa do segredo da confissão.


O Papa Inocêncio XIII o declarou beato em 1721 e em 1722 o soberano Pontífice declarou aberto o processo de canonização de João Nepomuceno. Anos depois em 27 de Janeiro de 1725, uma comissão presidida pelo arcebispo de Praga examinou o corpo e realizaram a exumação dos restos mortais. O corpo se encontrava naturalmente desfeito pelo tempo, exceto a língua, a qual estava maravilhosamente conservada, ainda que ressequida.


E assim, em 19 de Março de 1729, na Basílica de São João de Latrão, pelas mãos do Papa Bento XIII, era solenemente elevado a honra dos altares São João Nepomuceno, mártir do segredo da confissão, cuja festa a Igreja comemora no dia 16 de Maio.
Pesquisa de Gilzélia de Morais, crismanda da capela Nossa Senhora Aparecida em Anápolis/Go.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

O PASTORINHO FRANCISCO


Era uma vez um menino... chamado Francisco.

Moreninho, cara mais redonda que comprida, olhos castanho-escuros e um sorriso alegre...

Amigo do campo e da natureza, não era medroso, andava sozinho no escuro sem qualquer dificuldade. Brincava com lagartos, defendia a natureza. Quando discutiam com ele não se importava. Não gostava de dançar, mas tocava pífaro enquanto os outros dançavam. Percebia-se que tinha um coração apaixonado, capaz de se fascinar, de se arrebatar.

Francisco gostava muito de rezar sozinho e isolava-se para rezar a "Jesus escondido". Desde muito pequenino acompanhava sua irmã Jacinta e sua prima Lúcia, a tomar conta do rebanho. Partiam os três, ainda escuro, e divertiam-se a descobrir a lua e a contar as estrelas.

A vida destas três crianças "converteu-se", transformou-se com as aparições e palavras da Mãe de Jesus, "vestida de branco, mais brilhante que o sol". A mensagem da Virgem em Fátima, por ser realmente evangélica, mudou e continua a mudar muitas vidas.

O que mais impressionava o pastorinho Francisco, e o absorvia nas aparições, era Deus na "luz imensa que ardia mas não queimava", que penetrava o seu íntimo e o das outras crianças. Só a ele porém, Deus se dera a conhecer "tão triste". Desde então viveu movido pelo único desejo de "consolar e dar alegria a Jesus".

Frequentemente escondia-se atrás das árvores para rezar sozinho. Subia outras vezes para lugares mais elevados e solitários para se entregar à uma intensa oração que o separava do resto do mundo... pois, nem ouvia as vozes dos que o chamavam, chegando assim a uma verdadeira forma de união mística com o Senhor. Ele era um contemplador da presença de Cristo na Eucaristia, e passava muito tempo diante do sacrário, adorando o Santíssimo Sacramento que chamava ternamente "Jesus escondido". Na sua vida, que foi breve (1908 - 1919), Francisco não se limitou apenas a ser um mensageiro da oração e da penitência, mas conformou a sua vida, mais com os gestos do que com palavras, com a mensagem que ele anunciou. Ele foi uma verdadeira testemunha, um exemplo para crianças e para adultos!


Pesquisa de Gustavo Cordeiro Neto, crismando da Capela N. S. Aparecida, Anápolis-GO.