Certa vez um estudante de teologia apresentou um trabalho com a seguinte temática: "Sua religião não medra? Então morra crucificado e ressuscite ao terceiro dia!" De fato, a ressurreição do Senhor Jesus é a prova maior de Sua divindade e Lhe dá a autoridade necessária para constituir a Sua Igreja. Bem nos disse São Paulo: "Se Cristo não tivesse ressuscitado vã seria a nossa fé". Por que amar os inimigos senão por mandamento de Deus? Por que carregar a própria cruz de sofrimentos e dificuldades, com amor e paciência, senão por orientação divina? Por que perdoar setenta vezes sete vezes aqueles que nos ofendem senão porque o próprio Deus feito homem nos deixou este exemplo? Por que acreditar que a carne e o sangue de Jesus são o verdadeiro alimento místico e espiritual para as almas, se isto não fosse dito pela própria boca do Deus Encarnado? A verdade é a seguinte; se Cristo não tivesse ressuscitado, não haveria cristianismo, não haveria Igreja. Mas o Senhor Jesus ressuscitou verdadeiramente, Ele é Deus, Ele vive e isto fez toda a diferença!
segunda-feira, 28 de março de 2016
quinta-feira, 24 de março de 2016
"Lavai os pés uns dos outros"
Nesta quinta quinta feira santa, soleníssima, a liturgia da Igreja nos leva a reviver momentos especiais da Graça de Deus. Em especial, somos levados a louvar e agradecer a Cristo pelo dom maravilhoso que foi a instituição da Sagrada Eucaristia e do sacerdócio ministerial. Estes dois grandiosos presentes de Deus já seriam temas de inúmeras reflexões. Contudo, gostaria de ater-me a um outro tema, também belíssimo, da liturgia desta quinta feira: Nesta mesma noite santa em que instituiu o Santíssimo Sacramento, o Cristo Senhor, Deus todo poderoso, se colocou na condição de servo, de escravo mesmo, e lava os pés de seus apóstolos. Mas o ponto que desejo destacar é o conselho, ou na verdade, a ordem que Ele nos deixou: "Vocês me chamam de mestre e senhor e dizem bem, porque eu realmente o sou. Portanto, seu eu que sou mestre e senhor lavei os pés de vocês, também vocês devem lavar os pés uns dos outros". Com isso Nosso Senhor, pedagogicamente, nos ensina que nossa vida só tem sentido se nos colocamos a serviço dos outros. Só poderemos ser grandes no reino de Deus se nos fazemos pequenos e servos de todos. Não é possível ser santo sem amar. Não é possível amar sem servir. Enxergando o próprio Cristo na pessoa do próximo é absolutamente essencial amar e servir!
domingo, 20 de março de 2016
Não é feriadão, é Semana Santa!
É muito comum durante a semana santa as pessoas programarem viagens, passeios ou até churrascos para aproveitar o "feriadão". Esta atitude é perfeitamente compreensível para pessoas que não professam fé alguma, para não cristãos ou, ao menos, não católicos. Contudo, para aqueles que professam a fé católica, aqueles que deveriam saber que as celebrações litúrgicas não são um simples recordar mas um reviver, aqueles que deveriam crer que a vida só tem sentido porque Cristo sofreu e morreu por nós como por nós ressuscitou... para estes não se justifica, de modo algum, vivenciar as sacratíssimas celebrações da semana santa como se fosse apenas mais um feriadão.
Para aqueles que realmente têm fé, nós revivemos, nesta semana, os momentos mais importantes da história da humanidade. Cristo nos salvou pela sua paixão e morte. Obediente ao Pai, Ele entregou-se a si mesmo, até a morte e morte de cruz. Entretanto, Cristo morto seria apenas mais um homem. Um bom homem talvez, com boas idéias e nada mais. "Se Cristo não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa fé". A verdade é que se Ele não tivesse ressuscitado, não haveria a nossa fé. Não haveria cristianismo. Não haveria sentido algum viver e morrer por Cristo. Mas o Senhor ressuscitou, o túmulo ficou vazio, porque Ele vive. Ele ressuscitou, Ele é Deus e por isso a nossa fé tem significado.
São todos estes mistérios que celebramos nesta abençoada semana, culminando com a mais festiva e solene celebração que é a Vigília Pascal. Estes momentos litúrgicos que, como já dissemos, constituem-se em um reviver aqueles mesmos momentos históricos, são simplesmente os mais decisivos, importantes e essenciais para a nossa salvação pessoal. Portanto, estes dias que se aproximam não são meros feriados onde devemos programar nossos churrascos e passeios. São dias para manifestarmos a nossa fé em Cristo Salvador. Para morrermos com Ele para o pecado e a tibieza e ressuscitarmos com Ele para uma vida nova. Participemos, pois, com ardente fé, das belíssimas e solenes celebrações desta SEMANA VERDADEIRAMENTE SANTA.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Sofrimento, caminho para a glória
Nosso Senhor já disse no santo Evangelho: "Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, TOME SUA CRUZ e siga-Me." O caminho para a santidade é o seguimento de Cristo e o caminho de Cristo é a Via Sacra. Nosso sofrer, se unido ao sofrimento de Cristo, se torna redentor. O bom cristão deve agir também com esperteza: o sofrimento é inevitável. Todos sofrem, todos passam por momentos difíceis, todos, querendo ou não, carregam cruzes. Como agir com esperteza então? Unindo o sofrimento pessoal ao próprio sofrimento de Cristo. Sofrendo com paciência e oferecendo para a glória de Deus, pela salvação das almas. Desta forma o sofrimento ganha sentido. O padecer se torna caminho para a glória e felicidade eterna.
terça-feira, 15 de março de 2016
Consciênia
Deus fala ao íntimo de cada pessoa através da consciência. O caminho para a santidade passa, necessariamente, pela observância dos ditames da consciência. Até mesmo os não cristãos podem ter as portas dos céus abertas pelo batismo de desejo que consiste, na prática, em obedecer a própria consciência. Portanto, resta-nos formar nossa consciência a fim de que seja instrumento nas mãos do bom Deus para o bem de nossa alma imortal. Importa que nossa consciência não seja laxa, excessivamente permissiva e liberal. A consciência relaxada raramente considera um pecado e dá desculpas para toda sorte de ofensa a Deus. Contudo, não convém também à nossa saúde espiritual que a consciência seja demasiadamente escrupulosa. Sendo exigente ao extremo, o escrupuloso vê pecado em tudo e, amarrando um fardo sobremaneira elevado sobre si mesmo, corre o risco de entrar em desespero, imaginando seus pecados maior que a misericórdia de Deus. E como formar nossa consciência? Um sábio sacerdote disse certa vez: "Para formar nossa consciência, uma coisa simples é necessária: colocar-se na presença de Jesus todos os dias, olhar em seus olhos, reconhecer sua misericórdia infinita, seu amor até a morte e morte de cruz e fazer a seguinte pergunta: Senhor, esta atitude que tomei, esta palavra que falei, esta ação que tomei ou deixei de tomar está de acordo com a Sua vontade? Ela lhe agrada senhor? Ou desagrada?
domingo, 13 de março de 2016
"Nem eu te condeno"
Somente Deus é perfeito. Nada pode ser feito para melhorar a Deus. Ele é completo em si mesmo, o único verdadeiramente auto suficiente!
Em sua infinita bondade, Este Deus sumamente perfeito, quis fazer-nos partícipes de sua perfeição. Dotou-nos de uma alma imortal, enriquecida pela racionalidade e livre vontade. Fez-nos criaturas únicas, unindo em nós matéria e espírito e colocando toda criação sob nosso cuidado.
Entretanto, por mais que tenhamos parte nas perfeições de Deus, é importante sempre relembrar: só Deus é perfeito! Somente Ele tem legitimidade para julgar e condenar qualquer pessoa, por qualquer coisa que tenha feito. de fato, se escolhesse agir com plena justiça já poderia ter condenado a humanidade inteira.
Entretanto, o que ouvimos no Evangelho deste 5º domingo da quaresma é justamente esta consoladora palavra: "Nem eu te condeno". Ele, Cristo, Deus Encarnado, o único que com justiça poderia nos condenar, nos diz: "Nem eu te condeno, vai e não tornes a pecar". Se Ele, a Suma Perfeição, tem misericórdia de nós, com que autoridade nós, pobres pecadores, julgamos e condenamos nossos semelhantes? Por que imaginamos que o pecado do outro é imperdoável? Por que temos como certo que o pecado do outro é sempre muito maior que o meu? Vamos repensar nossas atitudes e nossas palavras pois "com a medida com que julgardes, vós também sereis julgados". Aprendamos com Cristo que nos diz: "Eu quero a misericórdia" e também, pessoalmente a cada um de nós: "Nem eu te condeno". Como seremos felizes se no dia de nosso julgamento pudermos dizer diante do Senhor justo juiz: "Sei que terás misericórdia de mim nesta hora Senhor, pois nunca julguei ou condenei ninguém". Aprendamos, pois, a repetir diariamente a seguinte oração: Senhor, livrai-me de julgar e condenar. Ensina-me a amar e perdoar".
quinta-feira, 10 de março de 2016
Sim!
Este tempo de Quaresma exige de nós especialmente a renúncia. Muitos "nãos" precisam ser ditos para que este tempo especial da graça seja vivido com proveito: não aos vícios, não às tentações, não ao demônio, não ao pecado, não à preguiça, não ao comodismo, etc.... Contudo, na base de tantos "nãos" está um profundo, sincero e indispensável SIM. Sem a adesão íntima e pessoal a Cristo, sem um verdadeiro e pleno SIM ao Senhor Jesus, nenhuma renúncia é possível, nenhum NÃO terá sentido. Então amigo, se a sua decisão é pelo Reino de Deus, se o seu desejo é participar da plena felicidade reservada aos santos, não há outra opção: diga SIM integral, pleno e perfeito ao Cristo Salvador!
segunda-feira, 7 de março de 2016
O outro
Somos seres essencialmente comunitários. Ninguém vive sozinho. O outro faz parte de nossa vida desde a concepção. Também é verdade que ninguém se salva sozinho e ninguém se perde sozinho. Para nós o outro deve representar sempre uma oportunidade para exercer a maior das virtudes: o amor. A misericórdia que Deus quer derramar sobre nós tem outra exigência além do arrependimento sincero: que sejamos igualmente misericordiosos para com o outro, para com o nosso próximo!
sábado, 5 de março de 2016
Misericórdia!
Todos somos miseráveis. Todos somos pródigos, esbanjadores dos dons de Deus. Todos somos necessitados da divina misericórdia. Aquele que se acha santo e desdenha da misericórdia de Deus coloca em risco capital sua própria salvação. Nós recebemos o dom da vida e em seu percurso inúmeras graças: a família, a saúde, o batismo, a eucaristia...e mesmo cumulados da herança celestial, esbanjamos estes bens, desprezamos estes bens e caímos na sarjeta, no chiqueiro. Muitas vezes matamos nossa fome de felicidades com as lavagens do mundo: bebidas, prostituição, drogas. Mas mesmo quando não experimentamos as piores lamas deste século, permanecemos na tibieza, no conforto da estagnação espiritual ou da conformidade com o mundo. Por estas e outras ninguém é realmente digno do reino dos céus. Se o Senhor usasse o rigor da justiça, todos já estaríamos condenados. Por isso não podemos pedir a Deus a justiça; temos que implorar a sua misericórdia!
Para nossa sorte, Deus se alegra imensamente em usar de misericórdia para conosco. Ele faz festa na corte celestial quando, contritos e humilhados, reconhecemos diante d'Ele a nossa miséria e suplicamos o Seu perdão. Só precisamos ir até Ele com o mesmo sentimento do filho pródigo: "Pai, pequei contra o céu e conta ti. Já não sou digno de ser chamado de teu filho. Trata-me como um de teus servos". Este não é um dos caminhos que levam a santidade e ao céu. Este é o ÚNICO CAMINHO que pode nos dar a salvação. A porta para o céu é extremamente baixa. Só quem se inclina, se rebaixa diante de Deus pode passar por ela.
quinta-feira, 3 de março de 2016
Segredo para a santidade
O amor é o principal segredo para a santidade. Amor incondicional e sobre todas as coisas a Deus; amor ao próximo como a si mesmo - é o que diz o mandamento! Entretanto, observando a vida dos santos podemos reparar algumas formas que, em geral, este amor se manifesta e se alimenta: A especial devoção à Nossa Senhora e ao Santíssimo Sacramento do Altar. Invariavelmente os grandes santos mantiveram íntima relação com a Mãe do Senhor, aquela que é a Onipotência Suplicante e tudo alcança junto ao seu Divino Filho. Da mesma forma, não é possível descobrir um grande santo que não alimentava a alma com o Corpo e Sangue do Divino Salvador. Aí está: este é o grande segredo para chegar a santidade e ao céu: colocar-se no colo da Imaculada Mãe e adorar e alimentar-se de Cristo na Sagrada Comunhão.
terça-feira, 1 de março de 2016
Providência
"Deus provê, Deus proverá. A providência divina não nos faltará." O senhor se alegra em cuidar de nós! Ele se compraz em satisfazer as nossas necessidades, em suprir nossas demandas. O que falta na maioria das vezes é nossa confiança. Deus fica impedido de cuidar dos desconfiados ou dos incrédulos. Para se alistar entre aquelas que permanecem sob os cuidados contínuos do Pai da Misericórdias, não são necessários grandes ações ou sacrifícios. Basta confiar. Basta colocar-se nos braços do bom pastor; daqu'Ele que cuida das suas ovelhas. Confie. Abandone-se aos cuidados da divina providência. Mas não deixe de fazer a sua parte: a graça pressupõe a natureza. A providência precisa da sua participação. Sem aqueles pouquíssimos pães e peixes não haveria a multiplicação e a multidão não seria saciada. Então é isso: trabalhe como se tudo dependesse de você. Confie como se tudo dependesse de Deus!
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