terça-feira, 4 de março de 2008

TESTEMULHO: "a sua conversão vem pelo amor ou pela dor".

Eu tinha seis anos de idade e morava em Piracicaba/SP. Quando eu voltava da escola com os meus três irmãos: Alexandre de sete anos, Isabel de onze e Divina de doze anos.
Nesse dia chovia muito, mas muito mesmo, e a estrada que dava acesso a minha casa tinha um córrego de um lado da rua e uma grande erosão do outro lado. Devido à forte chuva o córrego transbordou e cobriu a rua, ficando assim impossível ver o chão.
Mas antes de chegar nesta rua morava um tio nosso, no mesmo caminho. Então ele nos viu indo em direção à rua e disse: "Meus filhos, a chuva está muito forte! Venham pra cá e esperem a água abaixar, depois vocês continuam". A minha irmã Divina disse a ele: "Não tio, eu tenho certeza que o meu pai está preocupado e está nos esperando com um café bem quente".
Então fomos em frente e conseguimos passar a rua. Porém havia uma ponte de terra mais adiante e pela força da água tinha sido destruida. A minha irmã Divina disse: "É, agora não dá mais pra chegar em casa. Vamos ter que votar pra casa do tio e esperar a água baixar e depois vamos embora".
Agora meus irmãos, nesse "voltar" é que estou a pra contar a minha história. Porque SÓ EU VOLTEI! A água veio mais forte e levou os meus três irmãos. Eu, que era o mais novo, fiquei. Vocês não podem imaginar o trauma que foi pra mim ver dentro de minha casa três caixões. Eu perdi os meus três irmãos de uma só vez.
Então eu cresci uma criança revoltada com Deus.Pra mim Deus não existia. Que Deus é esse que tira a vida dos meus três irmãos de uma só vez?
Quando era jovem, com quinze anos, morando em Anápolis/GO, já tinha feito de tudo que não presta; bebia, fumava, me prostituia, saia de casa na sexta e só voltama no domingo à noite.
Porém a minha mãe rezava mujito pela minha conversão. Num belo final de semana de carnaval eu me arrumava pra ir para Pirenópolis/GO com os meus amigos quando minha mãe se arrumava pra ir no "Festival de Jesus". Então ela me disse: "Meu filho, vem comigo, não vai pra Pirenópolis não. Eu já perdi três filhos e não quero perder mais um!"
Então eu comecei a discutir com ela e num grande impulso, vi minha mãe no chão chorando. Eu havia batido em sua face e mesmo assim sai para o meu destino.
Mas no caminho eu não conseguia esquecer o que havia acontecido e, a partir daí, começou a minha conversão. Cheguei em Pirenópolis e já tomei o ônibus de volta. Fui direto para o Festival de Jesus e lá não conseguia encontrar a minha mãe porque tinha muita gente. Entrei, então, em desespero. Comecei a chorar ajoelhado no chão. Chorava muito! Foi quando eu senti um suave toque em minhas costas e ouvi uma suave voz que dizia: "Meu filho, eu te perdoo!"
Eu nem olhei e chorei mais ainda; era a minha mãe! Eu me levantei, abracei ela e disse: "Mãe, de hoje em diante serei uma nova pessoa! A senhora terá orgulho de mim!"
Meu nome é Valdecir, tenho trinta anos, sou casado. Tenho duas lindas princesas: minha filha Milena e a minha esposa Marília. Sou ministro da eucaristia e um grande pai e esposo. Graças à bondade de Deus Pai e o amor da minha mãe por mim.
Terminando eu lhe digo: VALE A PENA ACREDITAR NO AMOR!
DEUS O ABENÇOE!

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