sexta-feira, 4 de abril de 2008

O PASTORINHO FRANCISCO


Era uma vez um menino... chamado Francisco.

Moreninho, cara mais redonda que comprida, olhos castanho-escuros e um sorriso alegre...

Amigo do campo e da natureza, não era medroso, andava sozinho no escuro sem qualquer dificuldade. Brincava com lagartos, defendia a natureza. Quando discutiam com ele não se importava. Não gostava de dançar, mas tocava pífaro enquanto os outros dançavam. Percebia-se que tinha um coração apaixonado, capaz de se fascinar, de se arrebatar.

Francisco gostava muito de rezar sozinho e isolava-se para rezar a "Jesus escondido". Desde muito pequenino acompanhava sua irmã Jacinta e sua prima Lúcia, a tomar conta do rebanho. Partiam os três, ainda escuro, e divertiam-se a descobrir a lua e a contar as estrelas.

A vida destas três crianças "converteu-se", transformou-se com as aparições e palavras da Mãe de Jesus, "vestida de branco, mais brilhante que o sol". A mensagem da Virgem em Fátima, por ser realmente evangélica, mudou e continua a mudar muitas vidas.

O que mais impressionava o pastorinho Francisco, e o absorvia nas aparições, era Deus na "luz imensa que ardia mas não queimava", que penetrava o seu íntimo e o das outras crianças. Só a ele porém, Deus se dera a conhecer "tão triste". Desde então viveu movido pelo único desejo de "consolar e dar alegria a Jesus".

Frequentemente escondia-se atrás das árvores para rezar sozinho. Subia outras vezes para lugares mais elevados e solitários para se entregar à uma intensa oração que o separava do resto do mundo... pois, nem ouvia as vozes dos que o chamavam, chegando assim a uma verdadeira forma de união mística com o Senhor. Ele era um contemplador da presença de Cristo na Eucaristia, e passava muito tempo diante do sacrário, adorando o Santíssimo Sacramento que chamava ternamente "Jesus escondido". Na sua vida, que foi breve (1908 - 1919), Francisco não se limitou apenas a ser um mensageiro da oração e da penitência, mas conformou a sua vida, mais com os gestos do que com palavras, com a mensagem que ele anunciou. Ele foi uma verdadeira testemunha, um exemplo para crianças e para adultos!


Pesquisa de Gustavo Cordeiro Neto, crismando da Capela N. S. Aparecida, Anápolis-GO.

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