Todos somos miseráveis. Todos somos pródigos, esbanjadores dos dons de Deus. Todos somos necessitados da divina misericórdia. Aquele que se acha santo e desdenha da misericórdia de Deus coloca em risco capital sua própria salvação. Nós recebemos o dom da vida e em seu percurso inúmeras graças: a família, a saúde, o batismo, a eucaristia...e mesmo cumulados da herança celestial, esbanjamos estes bens, desprezamos estes bens e caímos na sarjeta, no chiqueiro. Muitas vezes matamos nossa fome de felicidades com as lavagens do mundo: bebidas, prostituição, drogas. Mas mesmo quando não experimentamos as piores lamas deste século, permanecemos na tibieza, no conforto da estagnação espiritual ou da conformidade com o mundo. Por estas e outras ninguém é realmente digno do reino dos céus. Se o Senhor usasse o rigor da justiça, todos já estaríamos condenados. Por isso não podemos pedir a Deus a justiça; temos que implorar a sua misericórdia!
Para nossa sorte, Deus se alegra imensamente em usar de misericórdia para conosco. Ele faz festa na corte celestial quando, contritos e humilhados, reconhecemos diante d'Ele a nossa miséria e suplicamos o Seu perdão. Só precisamos ir até Ele com o mesmo sentimento do filho pródigo: "Pai, pequei contra o céu e conta ti. Já não sou digno de ser chamado de teu filho. Trata-me como um de teus servos". Este não é um dos caminhos que levam a santidade e ao céu. Este é o ÚNICO CAMINHO que pode nos dar a salvação. A porta para o céu é extremamente baixa. Só quem se inclina, se rebaixa diante de Deus pode passar por ela.

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