Somente Deus é perfeito. Nada pode ser feito para melhorar a Deus. Ele é completo em si mesmo, o único verdadeiramente auto suficiente!
Em sua infinita bondade, Este Deus sumamente perfeito, quis fazer-nos partícipes de sua perfeição. Dotou-nos de uma alma imortal, enriquecida pela racionalidade e livre vontade. Fez-nos criaturas únicas, unindo em nós matéria e espírito e colocando toda criação sob nosso cuidado.
Entretanto, por mais que tenhamos parte nas perfeições de Deus, é importante sempre relembrar: só Deus é perfeito! Somente Ele tem legitimidade para julgar e condenar qualquer pessoa, por qualquer coisa que tenha feito. de fato, se escolhesse agir com plena justiça já poderia ter condenado a humanidade inteira.
Entretanto, o que ouvimos no Evangelho deste 5º domingo da quaresma é justamente esta consoladora palavra: "Nem eu te condeno". Ele, Cristo, Deus Encarnado, o único que com justiça poderia nos condenar, nos diz: "Nem eu te condeno, vai e não tornes a pecar". Se Ele, a Suma Perfeição, tem misericórdia de nós, com que autoridade nós, pobres pecadores, julgamos e condenamos nossos semelhantes? Por que imaginamos que o pecado do outro é imperdoável? Por que temos como certo que o pecado do outro é sempre muito maior que o meu? Vamos repensar nossas atitudes e nossas palavras pois "com a medida com que julgardes, vós também sereis julgados". Aprendamos com Cristo que nos diz: "Eu quero a misericórdia" e também, pessoalmente a cada um de nós: "Nem eu te condeno". Como seremos felizes se no dia de nosso julgamento pudermos dizer diante do Senhor justo juiz: "Sei que terás misericórdia de mim nesta hora Senhor, pois nunca julguei ou condenei ninguém". Aprendamos, pois, a repetir diariamente a seguinte oração: Senhor, livrai-me de julgar e condenar. Ensina-me a amar e perdoar".
Nenhum comentário:
Postar um comentário